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sexta-feira, 25 de julho de 2014

Ciclovia pra que te quero

Foto: Cesar Ogata

O intuito do que escrevo por aqui é sempre divulgar as coisas da vida que gosto, que concordo e que acho que devem ser compartilhadas com todos. Claro que no meio do texto acabo fazendo um diário aberto da minha vidinha mal resolvida que se resume em casa, trabalho, trabalho, casa, e no meio disso tudo faço minhas atividades: inglês, acupuntura, curso na Federação Espírita do Estado de São Paulo, pilates, caminhada, bike e como diria Cássia Eller: e ainda tenho tempo pra cantar.

Sem contar aquela rotina do dia a dia, mercado, médico, brincar de chef aos finais de semana e também um pouco de lazer que também sou filha de Deus, né??!!! Enfim, hoje estou aqui pra falar de ciclovia, ciclofaixa, ciclorota e afins. Como alguns amigos sabem, sou habitué na ciclofaixa da Zona Sul que funciona apenas aos domingos como alternativa de lazer para este povo paulistano que não tem mar e praia para andar de bike na orla, ouvindo o som relaxante deste marzão de meu Deus.

Meu percurso começa no portão de minha casa, pelas vias mesmo do bairro, pois aos domingos a Vila Cruzeiro é uma tranqulidade só, depois passo pela Granja Julieta, Chácara Santo Antonio, shopping Morumbi, rua Jurubatuba, até chegar na ciclofaixa de lazer que começa na avenida Engenheiro Luís Carlos Berrini. Dali, posso ir para vários Parques, mas o meu trajeto costuma ser até o Parque do Povo, mas já fui até o Parque Ibirapuera. Se conseguisse acordar mais cedo, poderia ir do Parque Ibirapuera até a avenida Paulista e da mais paulista das avenidas, seguir para a região central onde o percurso passa pelo Centro Histórico da cidade de São Paulo. 

Disposição não falta, mas desde que me conheço como gente tenho este péssimo hábito de dormir de madrugada e acordar na hora do almoço, principalmente aos finais de semana. Outra alternativa é ir do Parque do Povo até o Parque Villa Lobos. A ciclofaixa de lazer foi criada na gestão municipal anterior em parceria com uma Seguradora de grande porte e o Conviva, e mantida nesta nova administração por ser um grande sucesso de lazer entre os paulistanos. Ao todo são 120 quilômetros de ciclofaixa espalhadas por todos os cantos da cidade.

Confira aqui todos os trechos da ciclofaixa da cidade de São Paulo.

Sempre andei de bicicleta e adoro desde criança e desde os dez, onze anos a uso como meio de transporte, pois graças a Deus sou de um tempo que o trânsito não era tão caótico e não havia tanta violência, ou seja, não ficava restrita a andar de bike apenas na minha rua, explorava o bairro, e seguia para ruas mais distantes para brincar com os amigos da escola. Minha bike e eu, eu e minha bike, minha companheira fiel. Onde exatamente quero chegar?

Na importância das ciclovias nos grandes centros urbanos, pois até agora falei apenas da ciclofaixa, cujo o intuito é apenas lazer. Além da segurança que a ciclovia traz ao ciclista, é mais uma opção de mobilidade urbana e uma opção que grita por urgência. Esta semana fiquei indignada porque acabei me atrasando e tive que sair correndo para fazer um exame na avenida Santo Amaro e como não dava mais tempo de ir de ônibus, acabei utilizando o carro. E o que aconteceu? O estacionamento do laboratário estava lotado e fiquei exatamente meia hora rodando como uma barata tonta até achar um lugar para estacionar.

Quando consegui, quatro quarteirões longe do local, o médico não quis mais me atender. Segundo a recepcionista, o doutor que estava naquele horário é exigente com horário e  não abre exceção. Ele está errado? Claro que não, a errada fui eu que me atrasei e não fui de transporte público. Além disso, outro ponto é a cidade com uma frota imensa de carros onde daqui a pouco tempo  ninguém vai conseguir se locomover e muito menos estacionar o carro. Mesmo em zona azul, a dificuldade é imensa para se conseguir uma vaga.

Se houvesse mais ciclovias na cidade, haveria mais segurança e o risco de se morrer atropelado (a) por moto, carro e ônibus seria bem menor e com certeza muitas pessoas iriam utilizar a bicicleta como meio de transporte. Eu mesma poderia ter ido até o laboratório de bicicleta, pois não é perto de casa, mas pra quem anda mais de 15 quilômetros na ciclofaixa de lazer, seis quilômetros de ida e volta, não seriam problema algum. Enfim, tive que remarcar o exame e marquei para a unidade que fica numa travessa da avenida João Dias, pois ali posso ir de bicicleta  pela Granja Julieta onde o trânsito durante a semana ainda é tranquilo e não há risco de acidentes.

Neste último sábado (19) mais um trecho de ciclovia foi inaugurado na avenida Cruzeiro do Sul,Zona Norte, pela Prefeitura de São Paulo. Com esse novo trecho, São Paulo passa a contar com 10,5 km de ciclovias criados nesta gestão municipal. No início de 2014, a cidade contava com apenas 63 km. O Programa de Metas 2013- 2016 prevê que a cidade deverá ter até 2016 uma rede de 400 km vias cicláveis (meta 97).

Ciclovia pra que te quero, te quero pra isso e torço de toda minh’alma que esta meta seja alcançada e que a bicicleta possa servir para a população não apenas como lazer, mas com uma alternativa de transporte. Além de ajudar a melhorar o trânsito caótico da capital paulista, é uma solução saudável que irá melhorar a qualidade de vida do usuário e o meio ambiente agradece.


Veja no link abaixo a matéria na íntegra  publicada no Portal da Prefeitura de São Paulo.


Ciclovia Marginal Pinheiros

A ciclovia da marginal Pinheiros possui 30 quilômetros e é de grande utilidade tanto como lazer como para meio de transporte, pois beneficia as pessoas que trabalham rente à marginal e que utilizam as estações de trem. No entanto, não consigo entender que só há entradas e saídas em apenas quatro locais: próximo ao SPMarket, no terminal Santo Amaro, na estação Vila Olímpia e no Parque Villa Lobos. No meu entender deveria ter em todas as estações, até por questões de segurança, e se numa emergência alguém passa mal? Não tem como sair com rapidez. Fico com crise de pânico só de pensar, rs.....

Esta pergunta sempre penso em fazer ao Governo do Estado, responsável  pela ciclovia da marginal. Veja bem, não estou criticando, ou querendo ser do contra, mas o que custa instalar entrada e saída em todas as estações? Com certeza a ciclovia seria muito mais utilizada do que é hoje em dia. 

Paz & Música
Nana

quinta-feira, 7 de março de 2013

Onde está a felicidade?





Há exatos dois anos ando sumida deste blog, mas, existe uma boa razão, ao invés de continuar aqui dividindo minhas angústias, mágoas, tristezas, ou seja, minhas mazelas, resolvi realmente agir e colocar em prática o que andava escrevendo em alguns textos postados por aqui sobre equilíbrio, reforma íntima e tal.

Afinal ninguém é obrigado a ler sobre os problemas alheios. Fiz um diário público e minha vida interessa para quem?? As pessoas querem se emocionar, querem alegria, reviver histórias, falar sobre temas interessantes, não ler o mesmo blá, blá, blá. Isso ninguém merece.

Sem contar que escrever para mim sempre foi uma forma de desabafar e tanto nas letras de música, como em textos, tenho mais inspiração quando estou sofrendo, principalmente as dores de amores. Andava também relatando muito sobre minhas angústias profissionais. Inclusive, até levei uma bronca de uma amiga querida, ela disse: “para quê se expor desta maneira?”. Portanto, sem sofrimentos e sem angústias, andava com pouco inspiração para escrever. Além disso, como há poucos comentários achei que ninguém lia meus posts e parei de vez.

No entanto, há alguns dias outra amiga disse que pesquisando um assunto no Google encontrou meu blog e disse que havia posts interessantes e que estou sempre me reinventando. Me senti bem com aquele comentário e resolvi dar uma olhada e pasmei, pois há textos com mais de seis mil visualizações. Tudo bem que quem o visualiza pode até não ter lido nada, mas muitos pelo menos sabem da existência do Nana em Minhas Mazelas, aliás, para mudar o conceito, estou pensando até em alterar o nome para Nana em Coisas da Vida.


Andei sumida também como comentei no começo do texto, pois estou melhor, mais equilibrada, pensei nas coisas que escrevia e num desses relatos comentei que para mantermos o equilíbrio quando não conseguimos algo que almejamos é só canalizar esta energia para outras atividades. No meu caso, que queria me livrar dos remédios fortes que tomava para a fibromialgia, a melhor forma foi começar tratamentos alternativos e, ainda em 2010, o pilates entrou fortemente na minha vida. Em nove meses a médica me liberou deste remédio que era composto por antidepressivo e por relaxante muscular. Mas não foi fácil, a cada vez que ela reduzia a dosagem do manipulado, me dava umas esquisitices na cabeça.

 
Um ano depois, mesmo com os músculos mais tonificados tive uma recaída e as dores voltaram, mas segui no alternativo firme e forte e comecei um tratamento homeopático e a acupuntura, um dos tratamentos mais eficazes para tratar a fibromialgia. Além disso, tentei lembrar de coisas que realmente gostava de fazer quando era criança, adolescente e lembrei dos patins e voltei a praticar esta atividade no Parque Ibirapuera. Intensifiquei também as pedaladas, pois nunca deixe de andar de bike, e hoje em dia ando mais de 15 quilômetros aos domingos na ciclofaixa de lazer da cidade de São Paulo, uma delícia.

E por incrível que pareça comecei a cozinhar e até que estou levando jeito para a coisa: risotos, canelone de ricota, escondidinho, salmão ao forno com molho de alcaparra e limão siciliano, sopa de mandioquinha, caldinho de feijão tortas, cuscuz de tapioca, tiramisù e assim vai. A Zona Cerealista é um dos meus locais preferidos hoje em dia, onde encontro especiarias e tudo que preciso para este nova atividade que estou desenvolvendo.

Nesses dois anos também conheci Porto de Galinhas e Jericoacoara e meu desejo de morar no Nordeste ainda é bem forte. Se não for para agora, com certeza será um projeto para a aposentadoria. O sol e o mar me renovam, necessito realmente desta fonte de energia para liberar a serotonina naturalmente. Tenho em mente a cidade de João Pessoa, segundo pesquisas na internet, a capital da Paraíba é considerada a segunda melhor cidade da América Latina para se viver na aposentadoria. Além de ter um Plano Diretor que não permite a construção de espigões na beira mar.

Também corri atrás de novos amigos, a vida social ainda não anda tão intensa, mas melhorou bem e é claro que ainda tenho lá meus conflitos internos, minhas angústias. Sinto muita falta dos meus amigos de infância, dos meus amigos da VVD, dos meus amigos de uma vida toda, mas estou realmente bem. Continuo meus estudos na Federação Espírita do Estado de São Paulo e agora só falta colocar a mão na massa num trabalho voluntário e retomar o Projeto Josie. Necessito urgentemente cantar, por mim mesma, sinto falta do palco, mas precisamos de um baixista, se alguém conhecer um para indicar, agradeço.

Concluindo, onde está a felicidade? Está dentro de nós, é uma busca contínua e solitária, não depende de ninguém, de um outro alguém, de amigos, da família. O convívio com as outras pessoas só acrescenta e colabora neste nosso processo evolutivo e como o próprio filme com o título deste texto, estrelado e produzido por Bruna Lombardi relata, não é necessário fazer o caminho sagrado de Santiago de Compostela para encontrar a paz interior e a felicidade. Encontramos onde estivermos, não é necessário templos, igrejas, sinagogas, nada, porém, é claro que a tranqüilidade que a beleza da natureza nos traz ajuda nesta busca por uma qualidade de vida melhor, pois é um relaxamento natural e a nossa mente, sem as preocupações do dia a dia, fica mais aberta para as reflexões profundas da alma.


Paz & Música
Nana