quinta-feira, 15 de julho de 2010

Luni, Gueto, Fábrica Fagus e Skowa & a Máfia, meus queridos do Aeroanta


Na quinta-feira passada (8), tive o prazer de prestigiar a festa de aniversário do músico e documentarista Márcio Werneck, que completou 40 anos no dia 10 de julho. Desde o momento que recebi o e-mail de divulgação do evento fiquei alucinada com a programação e determinei que não poderia perder a oportunidade de rever os meus queridos do final dos anos 80 e começo dos 90. O show seria com a banda base do Fábrica Fagus, onde Márcio era o guitarrista e um dos vocalistas, e iria rolar a participação das bandas Luni, Gueto, Skowa & a Máfia, Gang 90, Nomad e quem mais chegasse. Podia perder? Jamais.

A festa foi tudo de bom e há muito tempo não me divertia tanto. Além dos shows, o evento, que aconteceu no Centro Cultural Rio Verde, na Vila Madalena, contou com vários DJs renomados e as presenças do CQC, de ex-jogador de futebol famoso, dos modernos e dos descolados da capital paulista. Mesmo sendo uma anônima na multidão, tudo me lembrou os meus sonhos e de como era feliz na época que freqüentava o Aeroanta. Em 1988 já tocava baixo na banda NB-8 e o que mais queria da vida era fazer e viver da música assim como toda esta galera.

Minha história com estas bandas começou por conta do programa jornalístico e de entretenimento TV Mix da Rede Gazeta. O programa tinha um formato novo para os padrões da época da televisão brasileira, era jovem, despojado e praticamente lançou para o mundo os apresentadores Serginho Groisman e minha também querida jornalista, Astrid Fontenelle. Numa das edições do TV Mix 2, a Astrid entrevistou a atriz Marisa Orth que foi divulgar a peça “Fica comigo esta noite”, onde contracenava com o garoto propaganda da Bombril, Carlos Moreno. Além da semelhança da atriz com uma amiga de infância, Marisa me chamou a atenção pelo seu jeito descontraído de ser e porque, ali, no programa, também divulgou o seu trabalho como vocalista da banda Luni. Pronto, foi amor à primeira vista. Simplesmente enlouqueci e assim começou a minha peregrinação por São Paulo atrás do Luni.

Nesta época, Marisa Orth ainda não era atriz global, aliás, ela foi descoberta por Silvio de Abreu justamente nesta peça “Fica comigo esta noite”, no qual, é claro, eu também assisti por duas oportunidades no teatro Maria Della Costa, na Bela Vista. Ao perceber o talento da atriz para comédia, Silvio a convidou para interpretar a personagem Nicinha, na novela Rainha da Sucata, bem no horário nobre da Rede Globo.

Justamente pelo trabalho da atriz, o grupo Luni era performático, diferente de tudo que havia visto e o estilo musical era eclético, com muito suingue, soul, disco, rock e blues. Até ali, estava acostumada a ver shows de rock e a tocar pop rock e quando ouvi The Best, Táxi, Oi, Seu Olhar, Johnny, Emoção, Projeto de Lei, Cairo, Rap do Rei (tema da novela Que Rei Sou Eu) e ainda por cima uma mulher, Lelena Anhaia Mello, suingar num contrabaixo negro, nunca mais fui a mesma e dali por diante levei mais a sério meus estudos musicais e decidi realmente me dedicar e aprender todos os ritmos e tendências, tornando-se a técnica de slap minha maior obsessão. Minhas composições amadureceram nesta época, tanto na parte de ritmos, harmonia e também nas letras e a partir deste momento minhas canções puderam finalmente ser trabalhadas e gravadas.

Além do Aeroanta, fui atrás do Luni no Parque Ibirapuera, quando abriram o show do Gilberto Gil, no vão livre do Masp na Paulista, no auditório do Masp, no Dama Xoc, no Centro Cultural de São Paulo e no Tendal da Lapa para assistir o fantástico espetáculo musical “Nave Louca a Última Chamada”, que misturava teatro, circo e música. Lindo, puro e sensacional. E em tantos outros lugares que agora não me lembro mais.

Não era fã só de Marisa e Lelena, todos eram e são especiais para mim: André Gordon, Natalia Barros, Fernando Figueiredo, Lloyd Bonnemaison, Gilles Eduar e o Theo Werneck, que me inspirou a usar o símbolo da paz nas minhas roupas, brincos, anéis, cordões, e claro, anos mais tarde, o símbolo também virou um dos logos da banda Josie e foi através dele que ouvi pela primeira vez o termo "vibração positiva", no qual escuto tanto hoje na Federação Espírita do Estado de São Paulo.
Na segunda fase do Luni, com a saída da Marisa Orth, a banda perdeu em performance, mas ganhou em musicalidade com a entrada do baterista Kuky Stolarski, e músicas como o Reggae das Crianças, Século XX, A Flor, entre outras, também encantaram os fãs e minha peregrinação pela cidade continuou. Infelizmente, o segundo disco não saiu e muitas músicas desta fase não lembro. Só sei que havia uma música que a Lelena deixava o baixo, pegava a guitarra e interpretava a canção. Isso também me encantou na banda, assim como os Titãs, todos cantavam e tocavam algum instrumento, todos tinham destaque.

Enfim, a nostalgia, às vezes, não é boa para a nossa evolução. Viver no passado é andar para trás, mas neste caso, fiquei tão feliz com a festa de quinta, é um pessoal com uma energia tão boa, tão do bem, que meu entusiasmo voltou, minha vontade de cantar novamente voltou e até de tocar baixo. Me envolver com a música outra vez, talvez seja o up que eu preciso para minha vida ficar mais divertida.
OUTROS AMORES
No final do ano de 1988, o TV Mix organizou a festa do seu primeiro aniversário, na outra casa badalada da época, o Dama Xoc, e neste evento, pude conhecer as outras bandas que passei a admirar e a freqüentar os shows. Gostava de todos e bastava saber que uma dessas bandas iria tocar no Aeroanta e lá estavam meus amigos e eu por lá. Esta festa foi marcada também pelo reencontro do Barão Vermelho com Cazuza no palco, e além da canja com seus antigos sucessos, tocaram uma das primeiras músicas gravadas da banda, o blues Bilhetinho Azul. Já bem magro e com o cabelo bem ralo, o cantor Cazuza não perdeu a piada e disse para os Barões: "eu continuo o mesmo, mas os meus cabelos". Este é o meu mestre.

E assim, não era só de Luni que vivia Nana Falavigna. O Fábrica Fagus tinha uma energia e uma juventude contagiante e algumas músicas, por mais tempo que eu não escutasse, vieram rapidamente na minha cabeça na quinta, sem contar as frases que cantarolo até hoje como: “mentira que Deus ajuda quem madruga, Deus antes de tudo dá graças na rua........porque lembrei, amanhã é dia de trabalhar; “todo mundo ligado, todo mundo dançando, não quero ver ninguém parado, ritmo quente, suingue, emoção”; “nos bailes da, nos bailes da, nos bailes da vila”; “as unhas bem feitinhas e perninhas que só ela, mas eu não digo nada. Eu te espero, mas me paquere, eu te espero, mas me paquere”. Eram músicas como essas, Gravidade, Mal Necessário, Mameluco’s Groove, Ritmo Só, Cenografia que nos faziam vibrar e dançar em cada show que íamos.

Na banda Skowa & a Máfia também havia uma baixista, a Kiki Vassimon, e mais duas mulheres nos sopros, Liege Rava no saxofone e Monica Doria no trompete e ainda por cima, nomes que até hoje estão mais vivos do que nunca na MPB, como o próprio Skowa, o percussionista e baterista James Muller, o guitarrista Tonho Penhasco e os vocais Chê Leal e Bukassa Kabengele. A música África Brasil sempre me emocionou a ponto de arrancar lágrimas dos meus olhos toda vez que ouvia ou cantava. Era a história e cultura negra tocando lá no fundo da minha alma, pois também "eu sou neguinha".

O Gueto nem dá para falar e expressar tudo que sinto pelo trabalho deles. Simplesmente gostava de todas as próprias, e os covers das músicas The Lady don’t Mind do Talking Heads e Cruisin do Smokey Robinson foram interpretações inesquecíveis. O som da banda era com muito, mas muito suingue mesmo, além de muito falsete do vocalista Júlio César, muita guitarra suingada e distorcida do Márcio, muita pulsação do baixista Marcola e muito beat e pegada do baterista Edson X. Esses quatro garotos na zona norte eram os caras. Como li outro dia, com certeza o Jota Quest foi influenciado por eles, mas apesar da fama, não chegaram perto do importante papel do Gueto no cenário pop rock nacional daquela época. Uma pena que as gravadoras e a mídia nacional não deram a devida importância e o sucesso ficou mais por aqui, no circuito alternativo da cidade e com isso, apenas dois discos foram gravados.

É isso, vinte anos se passaram e ao ver todo este pessoal percebi que o meu amor continua o mesmo, continuo uma fã incondicional de todos. Poderia conversar como musicista com eles, mas não, sou tiete, e desde que a Rita Lee compôs a música Ti, Ti, Ti onde o refrão diz: “nada mais furado do que papo de tiete”, procuro ficar na minha perto de artistas que admiro para não ser chata e nem incomodar, mas adoro vocês, meus queridos do Aeroanta.
Paz & Música!
Nana

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Os problemas dos grandes centros urbanos e da periferia das cidades


Todas as pessoas deveriam passar por algumas experiências na vida. Uma delas é encarar de perto a realidade dos centros urbanos e outra, é encarar a realidade das periferias das grandes cidades do Brasil. Não pelo simples fato de que ver o sofrimento e as misérias do mundo vá contribuir para o crescimento moral, mas, porque é importante saber que a vida não é apenas um mar de rosas. Acho muito importante que todas as classes sociais se preocupem e saibam que ninguém veio ao mundo a passeio.

Conheço pessoas que nunca foram aos bairros da periferia da cidade de São Paulo. E digo isso, não porque agora, por causa da minha função, eu ande por todos os cantos da cidade, e acho que todos deveriam fazer a mesma coisa, mas porque acho importante. Mesmo antes de entrar para este novo ofício, já conhecia os dois lados da moeda, mas fui conhecer esta realidade após meus 18 anos e sei muito bem como é viver num mundo de fantasias.

Tem gente que tem pavor do Centro e agradece todos os dias por trabalhar longe dele, dizem que cheira mal, que é feio, tumultuado, cheios de mendigos e trombadinhas. Realmente vemos de tudo por aqui e como já falei outro dia, é onde fica a maior concentração de moradores em situação de rua, dos nóias do crack, dos ambulantes, das ciganas e tantos outros. Em algum lugar existe realmente um cheiro fote de urina, mas, acho importante convivermos com toda esta diferença. Ninguém quer ver o feio, o estranho, mas por enquanto o mundo é assim e vivermos alienados de tudo isso só para não sofrer, para não ferir nossos olhos é fugir da realidade.

Andar pela periferia também é importante. Ver e sentir que a cidade não tem infraestrutura para toda esta população, que se amontoa nos morros e nos terrenos e vão se multiplicando, correndo risco de doenças, deslizamentos, convívio com traficantes, falta de lazer, de escolas e de hospitais. As autoridades sempre são cobradas, são acusados de abandonar toda esta gente, mas, nos últimos 10 anos, pelo menos aqui na capital paulista, acho que algumas coisas estão sendo feitas e existe uma real preocupação com o desequilíbrio social. Mas os problemas são muitos, e ainda bons anos vão precisar para chegar perto de uma justiça social mais otimista.

O Importante é que sempre tenha uma continuidade nos projetos e programas que estão dando resultados. Com isso, quem sabe, não será mais chocante para ninguém andar nos Centros das grandes cidades e nem na periferia. Por exemplo, aqui no Centro de São Paulo temos que ficar preocupados mais com os nóias do crack que para conseguirem a droga são capazes de qualquer coisa. Aqui é muito difícil presenciarmos um assalto com arma de fogo. Aliás em dois anos que trabalho por aqui, nunca presenciei um assalto. Mas sei que existe, com facas e cacos de vidros. Já nas periferias e mesmo em outros locais da cidade, o grande problema de violência é com bandidos mesmo, com armas na mão, ou pior ainda, com armamento de guerra.

Concluindo, é bom conhecermos o feio para valorizarmos cada dia mais, o belo. Mudar o mundo com as próprias mãos é impossível, mas se todo mundo pensar numa sociedade mais justa, quem sabe um dia, não veremos mais moradores em situação de rua e nem uma população sem oportunidades de moradia, de saúde com qualidade, de educação eficaz, de saneamento básico, de acesso à Cultura e de lazer.

No entanto, para isso, todos precisam conhecer a realidade das coisas da vida, pois uma coisa é certa, sempre nos sensibilizamos com as tragédias que acontecem no mundo e existe sempre uma grande comoção e solidariedade para ajudar os desabrigados de alagamentos, de terremotos, de tsunamis e de guerra. Penso que, se todos conviverem ou pelo menos conhecerem a realidade do dia a dia, do cotidiano dessas pessoas, também haverá uma comoção e uma necessidade de ajudar de alguma maneira: através de doações, cobrando as autoridades medidas sociais mais justas, trabalho voluntário ou pelo menos com um olhar sincero, amigo e consolador.

Censo 2009

O último censo realizado no fim do ano passado sobre a quantidade de moradores em situação de ruas foi publicado no começo de março deste ano e segundo a Folha de São Paulo, houve um aumento de mais de 50% nesses últimos 9 anos. O crescimento foi de cerca de 8 mil para 13 mil pessoas e o fato se deu devido ao consumo de crack e álcool, desemprego e falha em políticas sociais. A faixa etária atingida foi entre 12 anos até cerca de 30 anos.

segunda-feira, 15 de março de 2010

O Som da Motown - O musical revive os sucessos que embalou minha geração

Nos 50 anos da lendária gravadora americana, o musical O Som da Motown, em cartaz no Teatro das Artes, localizado no Shopping Eldorado, zona oeste da capital paulista, revive sucessos das décadas de 60, 70 e 80. O espetáculo apresenta canções memoráveis de The Jackson Five, The Supremes, Stevie Wonder, Marvin Gaye, Diana Ross, Lionel Richie, entre outros. As músicas são interpretadas por cinco cantoras da nova geração que nos surpreendem com a técnica vocal e, principalmente, com a entrega emocional na interpretação de cada canção, encantando todos que freqüentaram os bailes da vida nos anos 70 e 80.

Os diretores, Cláudio Figueira e Renato Vieira, apostaram no talento das cinco cantoras que foram selecionadas através de testes, para dar corpo e alma ao espetáculo. Simone Centurione, Thalita Pertuzatti, Ellen Wilson, Alcione Marques e Débora Pinheiro cantam ao vivo as 50 canções, acompanhadas por uma banda de peso, formada especialmente para o espetáculo pelos músicos Fernando Lopez (teclados), Robson Rodrigues (baixo), Marcio Amaro (bateria), Moisés Camilo (guitarra) e George de Oliveira (sax). Ao longo de cinco blocos, as intérpretes realizam sete trocas de figurinos, num total de 34 peças.

O intuito do musical não é documentar a história da gravadora e sim, levar a emoção de toda uma época através de alguns dos mais marcantes hits das paradas de sucesso de 1960, 1970 e 1980, como: I want you back, Never can say goodbye, Ben, Please, Mr. Postman, Three time a lady, Endless love, All night long, entre outras.

Serviço
O Som da Motown
Local: Teatro das Artes (Shopping Eldorado – 3º piso) – Avenida Rebouças, 3970 – Pinheiros - Zona Oeste
Horário: Sextas e sábados: 21h30 – Domingo: 18h
Ingressos: R$ 60 (sexta) e R$ 70 (sábado e domingo)
Contato: (11) 3034-0075
Em cartaz de sexta a domingo, até 25/04/2010

Me emocionei, chorei e fiquei com vontade
de sair dançando pelo teatro

No último sábado (13) fui assistir este musical e faço questão de divulgar para os amigos, pois é simplesmente maravilhoso, não apenas para os saudosistas que viveram estes anos incríveis, mas, também, pela qualidade do espetáculo. Além das excelentes cantoras, os instrumentistas da banda têm muito suingue e são altamente competentes e os figurinos são perfeitos. Tudo para nos transportar pelo túnel do tempo para uma época onde sair para dançar era uma libertação para nossas almas. Eram tempos que os amigos estavam todos juntos, tempos de namoricos, tempos que cada bailinho da Vila era um grande acontecimento social. Tempos que a vida era simples e não precisávamos nos preocupar com nada.

A única coisa que achei estranho foi o cenário todo preto, pois quando algo me remete aos anos 70 já penso num cenário totalmente psicodélico e telões com imagens coloridas e delirantes. Adoro uma megaprodução, no entanto, com o decorrer do espetáculo, percebi, assim creio eu, que o cenário negro foi justamente para destacar as vozes das cantoras, os figurinos criativos e coloridos e para ressaltar o trabalho de desenho de luz, que foi um show a parte.

Além de nos encantar, cada uma com seu timbre de voz específico, as meninas dançam, representam e a marcação de palco é perfeita. O ponto alto do show é no momento que as cantoras interpretam o The Jackson Five, sem contar o final da apresentação que temos vontade de levantar da poltrona do teatro e sair dançando, ali mesmo, ao som de todo suingue da banda e da energia vibrante das cantoras. E as músicas românticas? Essas baladas me remeteram às músicas lentas, aquelas que dançávamos de rosto colado com os meninos do bairro ou com os namoradinhos de adolescência. Ahhhh!! Era a hora mais esperada dos bailinhos.

Isso também, mais uma vez, nos mostra que existe muita gente boa por aí, pois as cantoras não são conhecidas na mídia e nem os instrumentistas. Não gosto de criticar a indústria cultural, mas o que prevalece nas gravadoras e rádios é o consumo popular fácil, ou seja, o lucro que certos estilos musicais levam para o bolso desses empresários. Por isso estou aqui, sem ganhar nada, divulgando algo que achei fantástico pela qualidade da produção, pelo talento das cantoras e pelo profissionalismo dos músicos, diretores e de toda equipe do espetáculo.

Parabéns a todos pela grande sacada e realização do musical!

Vale muito a pena assistir, ouvir e curtir O Som da Motown. Recomendo para todos os amigos, principalmente os que viveram e dançaram estas músicas.



Paz & Música!
Beijos e fiquem com Deus!
Nana

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Pop Star da Sé - Banda Josie




A banda Josie se apresentou no Metrô Sé semana passada, dia 23 de novembro, no Projeto Som Jovem – Seis na Sé. A Iniciativa é da Secretaria Municipal de Participação e Parceria com apoio do Metrô e o intuito do projeto é conter a população no horário de pico com entretenimento da melhor qualidade para amenizar o fluxo do movimento deste horário.

O que posso dizer deste dia é que foi um dos shows mais gratificantes que fiz na minha vida. É claro que sempre tive o incentivo dos amigos, dos colegas de trabalho e cada apresentação sempre foi uma surpresa, uma nova emoção. Já tocamos também em lugares públicos, mas era no próprio bairro de Santo Amaro, sempre com pessoas conhecidas por perto nos dando aquele apoio moral.

Desta vez não, tocamos longe de casa, no marco zero da cidade, na maior concentração de pessoas no horário do rush da capital paulista. Claro que sempre bate uma insegurança, aqueles questionamentos de sempre: será que o pessoal vai parar para ver o show? Será que não vamos amarelar? Será que chegaremos a tempo? De qualquer maneira foi muito melhor do que nós esperávamos.

A estrutura era profissional, com som de qualidade, um palco gracioso e um cenário muito criativo e bem elaborado. E o mais importante de tudo: a participação do público do começo ao fim. As pessoas que pararam para ver o show cantaram com a gente, aplaudiram, dançaram e com certeza nos deixaram muito mais extasiados do que nós os deixamos, foi uma troca de energia positiva sensacional. O carinho recebido foi indescritível, nos trataram como banda que está na mídia. O público foi nos cumprimentar, bateram foto, pediram abraços e até presente eu ganhei de um rapaz super humilde e gentil.

Não sei ao certo quantas pessoas estavam nos assistindo, mas a sensação foi maravilhosa. Concluí que a população é carente deste tipo de iniciativa e o pouco que é feito para eles já é muito mais do imaginamos. E eu? Me senti totalmente abençoada de poder pelo menos por 50 minutos, ter passado um pouco de alegria para eles com meu jeito descontraído de fazer uma apresentação.

Como a maioria dos amigos sabe, mais do que cantar, me movimento o tempo todo no palco, danço e faço mil caras e bocas. Hoje as palavras são poucas, mas totalmente verdadeiras. Virei por uma tarde, a Pop Star da Sé. E não se preocupem, pois continuo com o pé do chão e sabendo que todos têm 15 minutos de fama. O meu rolou neste dia e só. Graças a Deus não houve aquele deslumbramento juvenil de me achar a tal.

Os meninos da banda também se sentiram glorificados, pois eles também receberam o carinho do público. Meu tecladista, Márcio Medeiros, amigo de longos anos, que sempre morou na Vila Cruzeiro e fazemos parte dos músicos do bairro que continuaram com a brincadeira de ter banda depois do boom do cenário musical de pop rock dos anos 80, me confessou que por alguns momentos do show seus olhos ficaram cheios de lágrimas, tamanha a emoção que sentiu nesta apresentação. Mais do que tudo, o que vale nesta vida é exatamente isso: os bons momentos que nos emocionam com toda a pureza do coração.

Valeu a pena, êh, êh! Valeu a pena, êh, êh!


Tenham um ótimo final de semana!
Beijos e fiquem com Deus!
Paz & Música

Nana

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Mistério divino dos relacionamentos humanos

“Quem poderá explicar esse mistério santo da vida? Dentro desse divino segredo do coração, basta, às vezes, um gesto, uma palavra, um olhar, para que o espírito se algeme a outro para sempre......(50 anos depois - Emmanuel – Psicografia: Chico Xavier)”

Não é mais novidade para ninguém que sou uma pessoa que chora até com beijo de novela. Como diria Zeca Baleiro: “estou tão a flor da pele que qualquer beijo de novela me faz chorar”. Sendo assim, é claro que quando li o trecho mencionado acima, no livro “50 Anos Depois”, no segundo capítulo "Um Anjo e um Filósofo", exatamente na página 43, despenquei a chorar.

E o motivo é um só, essas palavras são profundas e verdadeiras e digo mais, não é só quando nos apaixonamos, mas com amizades também. Tudo tem um começo e esse começo é exatamente com um olhar quando as pessoas se encontram e se analisam, depois vem um gesto qualquer e por último, a palavra, a conversa para a aproximação.

Claro que dependendo do nosso grau de carência, podemos confundir essas ações e levar para o lado errado, mas de qualquer maneira, essas duas pessoas já estão entrelaçadas, uma já faz parte da história da outra. No entanto, como já mencionei, esta ligação fraternal não é apenas de relacionamentos a dois, mas também de amizades sinceras. Este trecho me fez lembrar da minha amiga de infância Margarete, que já citei algumas vezes por aqui. Nos conhecemos há quase 34 anos e tudo começou com um olhar, o reconhecimento na sala de aula.

O ano era de 1976 e começava a cursar a 1ª série do 1º grau na escola mais popular do bairro, “Plínio Negrão”, e o que todos fazemos em todos os lugares novos que adentramos mesmo quando crianças? Olhamos tudo e todos ao nosso redor. Mesmo as pessoas tímidas, elas também fazem este reconhecimento. E foi o que aconteceu comigo e com a Margarete. Um belo dia, a criançada da rua estava em frente à minha casa brincando de “amarelinha” e olhei para ela e perguntei: “você não está na minha classe?” E foi assim que começou nossa amizade que dura até hoje. Além de estudar comigo, ela morava na rua que eu havia acabado de me mudar.

Esses dias assisti um filme que falava sobre este tipo de amizade, esta cumplicidade que temos com alguém durante a vida. E não precisei pensar muito. Graças a Deus tenho muitos amigos maravilhosos e fiéis, mas uma pessoa que passou por todas as fases da minha vida, exceto a primeira infância, e que está envolvida em todos as minhas histórias, sem dúvida nenhuma é a Margarete. Posso dizer que de uns anos pra cá, a vida nos separou um pouco, mas separou fisicamente, pois ela casou e não mora mais na nossa querida rua 5, porém, continuamos a quebrar o maior pau por telefone e às vezes nos encontramos no bar da Aniella ou nos eventos sociais da rua 5.

Tive a honra de ser uma de suas madrinhas de casamento, coisa que muito me emocionou e definitivamente, ela é a testemunha de todos os meus devaneios, meus projetos de vida, minhas vontades, meus sofrimentos. Claro que quando ela conta uma história minha, ela tem o dom de aumentar a história e deixá-la mais apimentada. Esse é seu jeito de ser e viver, ou seja, fazendo graça para o mundo. Pelo menos era assim quando todos nós ainda tínhamos uma vida social ativa.

Assim como ela sabe sobre a minha vida, eu também sei sobre a sua vida e muito aprendi com esta pessoa. Por algumas vezes tive que ser dura com suas atitudes. Mas ela é feliz, eu não lembro de ter mandado um e-mail cruel para ela como costumo fazer quando surto, quando estou magoada. Conosco é assim, cara a cara. O que temos que falar uma para a outra é na lata. Uma amizade verdadeira que até olha os defeitos da outra, mas sempre no intuito de ajudar e não de humilhar. Ela quer o meu melhor, assim como quero o seu melhor.

Bom, agora que já declarei o meu amor para a Margarete, coisa que não deveria, pois esta semana ela acabou com os meus dias de luta me criticando sobre o meu jeito de olhar e sentir a vida, escreverei sobre o que sinto referente ao trecho citado no início do texto quando se diz respeito ao amor a dois. Às vezes, não conseguimos entender a ligação que temos com uma outra pessoa. De qualquer maneira, ela está ali, e já faz parte da nossa vida.

Pode ser que um dia a gente nunca mais veja, nunca mais saiba de seu destino, mas mesmo confundindo a situação, o que aconteceu já ficará para sempre. Ainda mais no meu caso que tudo vira música. Tudo é inspiração para uma bela canção. Nossos destinos não foram traçados na maternidade, mas, nossos espíritos, por confusão ou não, já estão ligados para sempre.

E mesmo quando tudo acaba sem ter começado, mesmo quando a confusão já está armada, tudo que acontece nas nossas vidas é uma lição, uma experiência e com certeza muita coisa boa aconteceu, principalmente para mim que enfrentei todos os meus medos tendo que tomar atitudes, tendo que colocar a cara pra bater, tendo que superar o pavor da rejeição. Tudo isso foi muito melhor do que me arrepender de nunca ter feito como aconteceu em outras oportunidades. A dor faz parte da nossa evolução e só quem arrisca tem um retorno e não fica no amor platônico. No sonho, no amor impossível.

De qualquer forma, mesmo se o destino separar nosso convívio e mesmo que nunca mais eu tenha contato com o ser da mais recente ilusão amorosa, sendo carência ou não, sendo loucura ou não, já existe um amor fraterno e uma cumplicidade inexplicável. A paixão, a atração física, o tempo apagará, como tudo na vida passa, este sentimento também passará, mas, a fraternidade permanecerá. Nossos espíritos já estão algemados para toda a eternidade, isso se já não era algo premeditado, algo que tinha que acontecer para resgatar as faltas do passado.

Uma frase que está em alta por causa da exposição na Oca que vai até o dia 20 de dezembro, das 9h às 19h, no Parque no Ibirapuera, na zona sul da capital, é a do livro “ O Pequeno Príncipe”: “Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas”. Ou seja, querendo ou não, mesmo se o sentimento do outro não seja igual ao nosso, mesmo se o que foi importante pra gente não foi para o outro, mesmo se tudo não passou de loucura de uma mente carente, a ligação já foi feita. E a responsabilidade não é de um só. Somos responsáveis por tudo que cativamos, por tudo que cultivamos, por tudo que pensamos e principalmente, por tudo que atraímos para nossas vidas, sendo por afinidades ou por vibrações negativas e positivas.
Encerro o texto com mais uma frase do livro "O Pequeno Princípe": Amar não é olhar um para o outro, é olhar juntos na mesma direção.


Paz, Música & Amor
Beijos e fiquem com Deus
Nana

sábado, 31 de outubro de 2009

Convivência - Mensagem de André Luiz - Psicografada por Chico Xavier - Livro: Respostas da Vida


A vida toda sempre demorei muito para dar o primeiro passo. No entanto, quando começo algo levo a sério e vou até o fim, principalmente depois dos trinta. Nos últimos dez anos, dificilmente deixo um curso, um tratamento, uma amizade, um amor no meio do caminho. Me tornei uma pessoa disciplinada, que chego a ser até chata e radical com as coisas que estabeleço para minha vida. E como não podia deixar de ser, continuo firme e forte frequentando há exatos seis meses a Federação Espírita do Estado de São Paulo, lá da rua Maria Paula, no centro da cidade.

Continuo na assistência espiritual, na minha reforma íntima e toda vez que vou até lá é sempre com muita vontade e muita alegria. As palestras continuam me emocionando e a cada dia sinto mais tranquilidade e percebo que estou mais serena, e melhor, sei que não estou mais sozinha em nenhum momento dos meus dias. Claro que pelo simples fato de estar por aqui, já me torna um ser humano cheio de defeitos, que erra, cai, levanta e que ainda tem muito que aprender. Ou seja, tenho que, principalmente, colacar em prática tudo que ando lendo, escutando e estudando. O caminho é longo, contínuo, e o que importa é que chegou a hora e não posso parar de forma alguma.

Na FEESP, em todas as assistências, recebemos um panfletinho com uma mensagem psicografada por Chico Xavier, alternando os ensinamentos de André Luiz, de Emmanuel e outras Entidades de Luz. Muitas dessas palavras, na maioria das vezes, parece que são ditas diretamente para nós, são as respostas para o que estamos sentindo no momento, aliviando nosso sofrimento, aflições e angústias.

Para dividir essas máximas com os amigos, irei selecionar algumas e postar aqui no blog. Hoje recebi uma mensagem que fala sobre um assunto que já li no Evangelho Segundo o Espiritismo, codificado por Allan Kardec, porém, a mensagem de André Luiz está com uma linguagem mais atual, de mais fácil compreensão. Aí vai:


CONVIVÊNCIA

A vida vem de Deus, a convivência vem de nós.
Aqueles companheiros que nos partilham a experiência do
cotidiano são os melhores que a Divina Sabedoria nos
concede, a favor de nós mesmos.

Se você encontra uma pessoa difícil em sua intimidade,
essa é a criatura exata que as leis da reencarnação lhe
trazem ao trabalho de burilamento (aperfeiçoamento) próprio.

As pessoas que nos compreendem são bênçãos que nos
alimentam o ânimo de trabalhar, entretanto, aquelas outras
que ainda não nos entendem são testes que a vida
igualmente nos oferece, afim de que aprendamos a compreender.

Recordemos: nos campos da convivência é preciso saber
suportar os outros para que sejamos suportados.
Se alguém surge como sendo um enigma em seu caminho,
isso quer dizer que você é igualmente um enigma para esse alguém.

Nunca diga que a amizade não existe; qual nos acontece,
cada amigo nosso tem suas limitações e se algo
conseguimos fazer em auxílio do próximo, nem sempre
logramos (conseguimos) fazer o máximo, de vez que somente Deus
consegue tudo em todos.

Se você realmente ama aqueles que lhe compartilham a
estrada, ajude-os a ser livres para encontrarem a si mesmos,
tal qual deseja você a independência própria
para ser você, em qualquer lugar.

Quem valoriza a estima alheia, procura igualmente estimar.
Se você acredita que franqueza rude pode ajudar alguém,
observe o que ocorre com a planta a que você atire água fervente.

ANDRÉ LUIZ


Que essas palavras toquem vocês como me tocaram hoje à tarde. E que a paz de Jesus te envolva de imensa luz e calor fraterno.


Paz, Amor & Música!
Beijos e fiquem com Deus!

Nana

domingo, 25 de outubro de 2009

Telegrama - Zeca Baleiro


Sempre escuto na rádio Nova Brasil, a música “Telegrama” do cantor e compositor Zeca Baleiro. E esses dias como ando meio down, a música me chamou a atenção, principalmente essas duas frases: “eu tava triste, tristinho”, “eu tava só, sozinho”.

Fiquei pensando também na frase “mais sozinho que um Paulistano”. Esta é uma triste, mas é a mais pura realidade. Mesmo quem tem família na cidade de São Paulo, a maior parte do dia estamos sós. Ou indo para o trabalho, tanto o tempo que perdemos com o transporte público, como com o tempo que perdemos dentro do carro parados no trânsito caótico da cidade, ou no trabalho, concentrados na frente do computador, ou nas viagens de negócio ou em tantas outras circunstâncias. E para quem é solteiro então, após uma certa idade, sem uma galera para sair, sem uma companhia para se distrair.

Quem não tem um relacionamento a dois então é só solidão. Mesmo quem mora com a família, como é o meu caso, muitas vezes só nos vemos aos finais de semana, na hora do almoço, ou na hora no jantar, o resto do dia fico no quarto, na frente do computador, enlouquecida no MSN, Orkut, facebook, youtube e afins. Ou então na frente da televisão assistindo programas, filmes, esportes e a vida social onde fica? Não fica, é claro.

Será que a cidade de pedra nos leva a isso mesmo? O frio, a garoa de São Paulo, o corre-corre do dia a dia em busca do sustento ou em busca do lucro desenfreado distancia as pessoas? Será que tudo isso esfria os relacionamentos de amizade? Muitas vezes, até rola um convite, mas com o frio e a preguiça, preferimos continuar enlouquecidos em casa ao invés de fazer um programinha qualquer para aliviar a dor. Por isso nem tenho como questionar a frase de Zeca Baleiro.

Passei 15 dias em Salvador, desses 15 dias, 11 tivemos um programa, uma festa, um show, um cinema, um churrasco ou simplesmente um encontro com amigos para bater papo. E todas essas baladas com pessoas maduras, dos seus 35 anos para cima. Será que o sol, a praia e o mar são a energia natural que falta em São Paulo e que nos leva a uma outra forma de vida? Pior disso tudo é que São Paulo nos proporciona a melhor noite do país inteiro. Com uma gastronomia e diversidades de comidas típicas fantásticas, além dos shows, teatro, cinema, circuito alternativo com a melhor música independente, balada para todos as tribos, ou seja, temos tudo por aqui, o que quisermos e na hora que precisamos. Qualquer serviço é altamente qualificado, São Paulo é a cidade.

E porque somos tão sozinhos? Tô generalizando? Pode ser, pode ser que falo apenas por mim, mas o meu olhar para os paulistanos é essa mesma, a mesma de Zeca Baleiro.

Outra frase que acho intrigante, mas entendo é: “tava mais bobo do que banda de rock”. Não poderia concordar com isso justamente por tocar rock pop na banda Josie, mas, acredito que Zeca Baleiro tenha escrito esta frase devido a tal atitude rock and roll que uma banda tem que ter para agradar os teens e principalmente para render muito dinheiro para a indústria cultural. Para isso, é preciso ter estilo, pose, movimentos corporais estudados, cabelo esquisito, instrumentos irados etc e tal.

O importante é fixar o estilo e ser identificado por ele onde passa. Acho isto bacana, faz parte do show, mas eu não me encaixo nesta levada. Mesmo na época que era apenas baixista e bem novinha, não conseguia ter este comportamento rock and roll, o que sempre me destacou foi a técnica, o fato de ser mulher, pois nos anos 80 ainda era raro uma mulher tocando um instrumento e porque toco sentindo a música e assim viajo um pouquinho. Mas não tenho cabelo descolado, ao contrário, tenho um descabelado, não tenho tatuagens no corpo, nem piercing, no máximo uma roupinha mais moderninha, pero no mucho.

Agora é claro que quando vejo um vídeo da banda Josie, tento corrigir coisas que esteticamente não ficam legais como os ombros caídos, me deixando meio corcunda. Também ajeitei o modo de segurar a guitarra para ficar mais rock and roll e a posição dos pés quando estou com uma guitarra em punho. Meu pé ficava meio torto, virado para dentro e não era nada legal. Mas tudo isso é porque sou dona do meu nariz e não estou na mídia. Com certeza se um produtor mandasse, uma gravadora ou uma grande rede de televisão, eu também entraria nesta onda. Não posso enganar ninguém, mesmo não correndo muito atrás disso, meu sonho sempre foi fazer sucesso e viver única e exclusivamente da música.

Esta semana, inclusive, estava num ponto de ônibus na Avenida Santo Amaro e aí apareceram seis meninos, nos seus 16 anos, completamente produzidos e lindos, todos de óculos escuros, num estilo totalmente Zac Efron, ator teen do sucesso cinematográfico juvenil High School Musical, até o que tinha cabelos encaracolados, o corte era descolado e os cachos bem definidos e pensei: “Com certeza eles estão indo para o Disney Channel Brasil!” Sério! Não é possível tanta produção para apenas paquerar as menininhas na escola. O destino deles, certamente, era uma emissora de televisão.

Concluindo, o cantor Zeca Baleiro deve achar que uma banda de rock por toda esta produção, pelos pulos, pelas caras e bocas, pelos movimentos corporais e dos cabelos, pelas guitarras jogadas no chão, ou seja, que tudo não se passa de um grande circo armado, tanto é que o fechamento da frase é esta: “tava mais bobo que banda de rock, que um palhaço do circo vostok”.

Bom, mas a música não é só drama, pois ele recebe um telegrama dizendo que no mundo tem alguém que diz que muito lhe ama. E isso lhe deixa tão feliz que até beijar o português da padaria ele tem vontade. É isso mesmo, quando estamos felizes somos capazes de qualquer atitude, da mais singela até a mais insana.
Telegrama - Zeca Baleiro
Eu tava triste
Tristinho!
Mais sem graça
Que a top-model magrela
Na passarela
Eu tava só Sozinho!
Mais solitário
Que um paulistano
Que um canastrão
Na hora que cai o pano
Tava mais bôbo
Que banda de rock
Que um palhaço
Do circo Vostok...
Mas ontem
Eu recebi um Telegrama
Era você de Aracaju
Ou do Alabama
Dizendo:Nêgo sinta-se feliz
Porque no mundoTem alguém que diz:
Que muito te ama!
Que tanto te ama!
Que muito muito te ama,que tanto te ama!...
Por isso hoje eu acordei
Com uma vontade danada
De mandar flores ao delegado
De bater na porta do vizinho
E desejar bom dia
De beijar o português
Da padaria...
Mama! Oh Mama!
Oh Mama!Quero ser seu!
Quero ser seu!Quero ser seu!
Quero ser seu papa!.



Beijos e tenham uma ótima semana!

Paz & Música
Nana